quarta-feira, 13 de agosto de 2008

DEUS EXISTE!


Deus existe!

Existe?

“Eu o encontrei” dirá alguém.

Que expressão mais simplória e desassociada de um embasamento coletivamente concreto e científico. Até parece uma frase medieval ou mesmo uma dessas idiotizações religiosa que abundam em nosso cristianismo de mercado.

No entanto, a comprovação da existência de Deus se dá em níveis absurdamente paradoxais que nos leva do concretamente visível - mas invisíveis, ao que é tão somente uma experiência individualmente mística no interior de cada um, que só ele vive e não se pode provar nada.

Deus não se preocupou em comprovar sua existência através dos métodos sensoriais humanos. Porém, “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Salmos 19.1), ou seja, a própria natureza em suas manifestações ecossistêmicas testemunha uma simetria funcional engenhosamente perfeita, obedientemente as “leis” naturais que a regem. Se isso não ajuda a comprovar que Ele existe, pelo menos nos inquieta quanto o “porque” dessa maravilhosa criação.

Não! Não!

“Eu quero fatos. Fatos. Dê-me um fato que prove que Deus exista”

Alguém me abordou certo dia.

Ora, dê-me um fato que não o comprove.

Teoria da evolução?

Precisaremos evoluir um pouco mais.

Os testes dos carbonos, o desenvolvimento científico, as confusões religiosas, etc.

Esqueceram que o homem tateia no que já encontrou existindo, que Deus criou um ser conscientemente progressista e que Ele, não é patrimônio de nenhuma religião, nem mesmo do cristianismo. O homem olha para o universo e torna-se presunçoso pelas suas conquistas, porém, “Ele chama as estrelas pelo nome, e por causa do seu poder nenhuma delas lhe desobedece” (Isaias 40.26).

Há também a comprovação subjetiva interior de sua existência. O que acontece unicamente no campo do seu homem-interior, ambiente onde o teu espírito experimenta uma comunicação íntima com o Espírito de Deus e não haverá nada nesse mundo que lhe demova a certeza e a convicção que encontrou o Senhor.

Aliás, foi por Ele encontrado.

Essa experiência nos dá uma percepção espiritual da realidade, que “discerne por fé e não por vista”.

E não é que acaba sendo assim mesmo!

Deus existe! Eu o encontrei!

Corrijo: Ele me encontrou.

Soli Deo Glória.

domingo, 10 de agosto de 2008

A CONFRARIA DE BETESDA (João 5.1-13)




(Betesda significa “casa de misericórdia” e era um compartimento em Jerusalém, nos tempos de Cristo, onde havia cinco tanque,e havia uma crença popular ensinava que um anjo, de tempos em tempos agitava as águas e todos que entrassem naquele momento ficariam curados. Jeus cura um homem paralítico por 38 anos rompendo com aquela crendice popular)


A cena era chocante!


Coxos, cegos, paralíticos e toda a sorte enfermidades e deformidades humanas, além da extremada solidão, do abandono e desprezo. Betesda hospedava a confraria dos infelizes, unidos pelo dor de suas trágicas experiências vivencias.


A religiosidade era frustrante!


Toda aquela multidão reunida pela angustiante expectativa sobrenatural, depositava a sua esperança numa manifestação mitológica, uma superstição religiosa que contrariava os princípios de fé que os profetas haviam construídos naquele país. Uma crendice popular servindo apenas para alimentar ilusões e produzir desilusões.


A solidão era paralisante!


No meio daquela balburdia dissonante jazia um desamparado, amargurado e desesperado homem, paralisado pela misteriosa enfermidade e pela desumanizada solidão. Sem nome, sem posses, sem ninguém, rastejava sua existência imperceptível em meio aquele aglomerado de gemidos, murmurações e lamentos. Trinta e oito anos de sofrimento e dor que o deixaram totalmente dependente da misericórdia alheia, que não acontecia nem lhe chegava.


A revelação era surpreendente!


Mas, ele não passou despercebido pelo Mestre. Ninguém vive despercebido pelos olhos de Deus. Ele está presente em todo lugar e em todo momento, no entanto, estamos tão centrados na realidade focal de nossa vida que não percebemos a sua presença não é sentida, até que Cristo, num ato de misericórdia e amor divino revela-se para transformar a nossa existência. E ali, em Betesda, Ele revela-se para transformar a existência daquele homem.


O encontro foi transformador!


A vida cristã é feita de encontros.

Encontros que nos liberta das crendices e superstições escravizantes. Liberta-nos de uma vida sem sentido e sem esperança. Em Cristo, temos um encontro com o nosso verdadeiro ser. N’Ele há os imperativos que nos faz transpor todos os limites de Betesda:

- Queres ser curado?

- Senhor não tenho...

- Levanta...e anda.


A graça de Deus não está limitada a um lugar (Betesda), uma tradição, uma religião, uma crença, uma enfermidade, ela rompe as fronteira ou barreiras existenciais, mas explode em fé, amor e esperança, transformando vidas, libertando os homens.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

ACUSAÇÕES CONTRA ELIAS



(faz-se necessário ler em 1 Reis capítulos 17,18 e 19)


Fico imaginando o as coisas pelas quais Elias seria acusado em nossos dias:


Fanatismo.


Por que vivia pela Palavra de Deus e não pelas circunstâncias ou negociações culturais em detrimento a verdadeira adoração. Vivia objetivamente a sua fé, sem vergonha de proclamar os editos divinos que o Senhor lhe ordenava.


Preconceituoso.


Sim! Seria tachado de preconceituoso por não admitir que religiões pagãs tomassem lugar na terra que Deus escolhera para o Culto Santo ao seu Nome. Por não aceitar essas expressões bizarras e esdrúxulas, que em seu ápice chegavam a queimar seus filhos, ainda bebês, em seus rituais abomináveis.


Retrógrado.


Por que não aceitava as mudanças radicais e estruturais pela qual a nação de Israel afundava em sua vida moral. Por não acatar que os bons costumes fossem relegados e as “novidades” imorais adentrassem em meio ao povo escolhido em nome das relações comerciais. Por dizer “não” a aculturação de tudo aquilo que era inominavelmente blasfemo diante dos olhos de Deus.


Perturbador das massas.


Pela coragem sem medida de denunciar as autoridades, colocando o dedo na ferida e expondo o rei e toda a sua corja pelos crimes que faziam afundar toda aquela geração. Pelo protesto em público e o desafiar legítimo para que os enganadores e parasitas do poder público mostrassem a cara no confronto do Carmelo.


Crente frio.


Porque não pulou, não dançou, não falou línguas estranhas, não fez piruetas nem “decretou” coisa alguma pelo seu poder, mas, humildemente clamou pelo Deus que o chamou. O Senhor responde com fogo consumidor.


Crente em pecado.


Porque era homem frágil e em nenhum momento de sua atribulada vida recebeu qualquer “vacina anti-stress”. E, assim, sendo homem, esteve sujeito as mesmas paixões que qualquer um de nós, sujeito aos medos, e cansaços, e solidões, e conflitos espirituais.

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Precisamos despontar em nós a audácia santa de Elias. Suas coragens monumentais, sua força advinda da fé num Deus que É. Precisamos da sua obstinada certeza no valor inegociável da Palavra provinda de Deus. Precisamos de sua impetuosa presença profética, denunciando os abusos de toda uma sociedade que apodrece dia a dia chafurdando na lama espúria do relativismo liberalizante que faz agonizar a decência, a moral, os bons costumes e todos os valores cristãos.


Que todos aqueles que amam ao Senhor possam unir-se para expressar na aplicabilidade diária de nossa fé, os padrões imutáveis de Cristo e assim, transformar a nossa geração através da força libertadora do EVANGELHO.


Impossível?


Elias era homem igual a nós. (Tg 5.17).

domingo, 29 de junho de 2008

A EXTRAORDINÁRIA VIAGEM CRISTÃ





Vem!

Segura em minha mão.

Mergulhemos na mais incrível viagem que o homem pode viver.

As vezes será necessário estômago forte para suportar as voltas labirínticas bem próprias desse caminho.

Arme-se de firmeza para vencer a pressão atmosférica das curvas precipitadas e sinuosas.

Não leve muita bagagem e as poucas que trouxer vá deixando em cada parada.

Curta a paisagem pitoresca e não reprima os assombros acidentais.

Aprecie, degustando em cada estação seus aromas e sabores; se enriqueça com cada uma delas, por que são únicas, por mais que você queira nenhuma voltará.

Vem!

A extraordinária viagem do cristianismo não nos levará as órbitas saturnais, nem a distantes e gigantescas nebulosas. Não seguiremos aos transes alucinógenos que dizem capazes de expelir a alma para incompreensíveis aventuras. Não desbravaremos mundos invisíveis ou esplendorosas civilizações de aguçada inteligência e organizada sociedade. A viagem com Cristo nos projeta pára dois lugares impressionantes e que são fundamentais em toda a nossa existência.

A primeira estrada nos leva para dentro de nós mesmos.

Sim!

Lá onde os rancores, as amarguras, os medos e terrores petrificam-se e se tornam colunas em nossa vida, traumatizando o dia a dia e aqueles a quem amamos e que nos amam. Lá onde os amores e desamores armarram suas tendas e os desencantos fincaram suas bases sólidas, transformando a nossa vida numa frenética correria onde amar é apenas uma palavra do nosso limitado vocabulário.

A extraordinária viagem cristã é um mergulho profundo em nossa própria existência, um reencontro com as nossas mais intimas vontades e sonhos, é um recuperar das nossas mais honradas virtudes e um transformar completo de nossas ações e intenções.

A eficácia do Espírito age na desconstrução do ser secularizado que somos, indo direto no âmago do que somos. O cristianismo não é moldado pelo projetar nos outros aquilo que queremos, mas um descobrir uterinamente quem somos e permitir que Cristo amolde-nos pelo seu amor.

Nessa viagem ocorrem frustrações e lágrimas sempre nos acompanharão, mas, o nosso Companheiro de viagem nos faz perceber a beleza da sua obra em nós.

A segunda estrada nos leva para os braços do PAI!

Não mais um mergulho intimista, porém um vôo que nos conduz aquEle que é tudo em todos e que pela sua Palavra criou-se mundos e fez-se jorrar a vida. Esse é o destino final para quem teve coragem de despir-se de suas fantasias humanóides e desvira-se das paranóias religiocas para firmar-se no Filho revelador do Pai.

Vem!

Cristo te fará conhecer a ti mesmo e curar a mais profunda dor da tua existência.

Vem!

Cristo te conduzirá ao lar. Celeste lar.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

NÃO ME FALARAM DE CRISTO



Teve uma época em minha vida que decidi conhecer Jesus.
Foi um desejo latente e apaixonante, daqueles que vem para transformar a nossa vida.

Busquei-o em muitas formas e em todas as formas o “jesus” tinha uma forma que não era a sua própria forma.

Então, como Arquimedes a gritar “eureka!” pelas ruas, acendeu na lógica racional de minha mente procurá-lo onde Ele pode ser revelado de uma maneira especial e autêntica: na Bíblia.

Foi então que pude ter a experiência mais complexa e extraordinária de minha vida: conhecer Jesus Cristo através de Jesus Cristo.

Isso mesmo!

Quando nos debruçamos nas páginas eternas das Escrituras Sagradas vamos ter um contato com a Revelação Especial de Deus para as nossas vidas. Passamos a conhecer Jesus sem nenhum óculo teológico-doutrinário-político de plantão. Isso quando estamos dispostos a fazer de nossa leitura um momento de verdadeira alimentação espiritual e divina. Não lendo a Bíblia para combater essa ou aquela pessoa; essa ou aquela religião, mas, para encontrar O caminho, A verdade e A vida.

Descobri, então, estupefato, que não haviam me falado de Jesus Cristo.

Muitos me falaram de religião, e essa como uma instituição de regras humanas e imposições amargas, que perturbam e traumatizam os corações, que amputam sonhos e achatam as intenções mais puras e íntimas de nosso ser.

Outros me falaram filosofias infindáveis e neuróticas, de verdadeiras viagens teóricas e devaneios lúdicos onde os questionamentos brotam como incontáveis ondas existenciais mas não se tem nada de concreto, alias, nem o nada é alguma coisa.

Ah! Falaram-me também, de um camarada zangado e enfezado que lançava raios e maldiçoes sobre tudo e todos e exigia tudo e não se satisfazia com nada. Andava sempre de olho com aquele jeitão de um disciplinador severo, pronto para castigar a qualquer momento.

Sabe o que mais?

Falaram-me de um deus cheio de barganha e negociações tolas e desfavoráveis. Que afirmavam que ele lhe concedia uma graça, mas essa graça precisava ser paga com uma promessa ou voto. Então quase entrei em parafuso!

Se é graça é graça.

Porque se for preciso pagar, nem que seja uma porção de areia da praia, na beira do mar para obter uma graça, já não é mais graça e sim barganha.

Então, as paginas da Bíblia foram como um copo de água para um sedento viajante do deserto. Foi como despertar de um torpor que alucinava e alienava de qualquer compreensão exata do Ser de Cristo.

Nela, o Espírito Santo revelou (por que é o Espírito Santo que orienta as nossas leituras e orações) um Jesus Cristo que me faz repousar tranqüilo, de quem eu posso aprender e suportar o fardo porque ele é leve, encontrei um Jesus que não fica pendurado eternamente num madeiro ou está numa região celeste inalcançável pelo pecador de modo que tem a necessidade dos “santos” para interceder.

Não! Esse Jesus Cristo habita com todos aqueles que lhe recebem como o Senhor de suas vidas e junto com o Pai faz morada em cada um de nós, transformando-nos em fontes vivas que jorram para a eternidade.

Esse Jesus é o meu pão diário onde minha fé é renovada e o meu espírito fortalecido.

Esse Jesus cura as minhas mais uterinas feridas e meus mais profundos traumas dando sentido para a minha existência.

Esse Jesus faz explodir dentro de mim a fé, o amor e a esperança que transforma o mais miserável ser em sal e luz da terra.

Esse Jesus jamais me desampara e me conduz para o seio do Pai para todo o sempre.

Eu andava perdido e desgarrado, mas foi achado por ti Senhor.